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Semana da Leitura

Ao longo da semana de 14 a 18 de Março decorre na biblioteca, a Semana da Leitura, o tema este ano é Elos de Leitura. 


 Estendal de Poesia ( comemoração do dia da poesia ) 


Os 4º anos ouviram a história
 " A melhor condutora do mundo"
por: Sandra Esteves e Cristina Martins 

  

Os alunos receberam panfletos com informações e passatempos alusivo ao tema do "transito".  


Os 1º e 2º anos ouviram a historia  
"Que belo cão!"
por: Teresa Albuquerque



Trabalhos elaborados pelos alunos para a decoração da biblioteca


Os alunos elaboraram um presente para agradecer a visita da Teresa Albuquerque


Dia do pai
Os alunos fizeram um postal

 Cartaz

OUTONO


Ó Outono, ó Outono,
Ó Outono meu malandro
chegaste à pouco tempo
e tão mau estás ficando.

A chuva já cai do céu,
O frio já se notou,
vê lá ò meu rico Outono,
tão geladinho estou.

Ao fazer o Magusto
molhei os meus ricos pés.
Não me deixaste brincar,
tão maroto que tu és.

S. Martinho não terá
este ano o seu Verão.
Está frio, sopra o vento,
regela meu coração.

Celina Galhardo




Abecedário sem juízo

A turma do 2ºC partilhou com a biblioteca a sua arte de fazer rimas.
Estão expostos os cartazes coloridos com rimas bem divertidas.
Vem dar um olhinho.





" A poesia está na escola e em qualquer lugar"


No dia 11 de abril tivemos a presença de Afonso Dias, que com a sua viola "vestiu a poesia de música"(Afonso dias) .

Afonso Dias, é músico, cantor, poeta e actor português.

Clica aqui e visita a página do autor/compositor
http://www.afonsodias.com/

Aqui fica um cheirinho da manhã na Biblioteca.






No país da Primavera
 Vivia uma borboleta,
Pinta branca, pinta preta,
E que linda que ela era
No País da Primavera!

Voava pelo céu fora,
Ao lado dos passarinhos
Que construíam seus ninhos.
Logo que rompia a aurora
Voava pelo céu fora.

 Muito leve e graciosa
Conversava com as flores:
Dálias, túlipas, amores.
E dormia numa rosa,
Muito leve e graciosa.

 Passando rios e serras
Lembrou-se a borboleta,
Pinta branca, pinta preta,
De descobrir novas terras
Passando rios e serras.

 O País da Primavera
Deixou para trás voando.
E, de saudades chorando,
Nunca mais foi o que era
O País da Primavera.


 Fernanda Montenegro - Livro "Pequenos Leitores 3"

A Decoração da BE e da UIE, na Primavera




Na UIE


Comemorações do dia da Poesia

Hoje na Biblioteca, realizou-se uma sessão de leitura apresentada por duas convidadas a Sra. Teresa Nesler e a Sra. Laura Brás, que nos presentearam com poesias, histórias e a sua boa disposição.
Tivemos a presença de duas turmas , o 3º D e o 4º B ., que escutaram poesias e uma história de António Torrado : " O macaco de rabo cortado."

Aqui fica o registo fotográfico e não só...

Limpa palavras

Recolho-as à noite, por todo o lado:
a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.

Quase todas as palavras
precisam de ser limpas e acariciadas:
a palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
é preciso raspar-lhes a sujidade dos dias
e do mau uso.
Muitas chegam doentes,
outras simplesmente gastas, estafadas,
dobradas pelo peso das coisas
que trazem às costas.

A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
 A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papéis no ar e
é preciso fechá-la na arrecadação.

No fim de tudo voltam os olhos para a luz
e vão para longe,
leves palavras voadoras
sem nada que as prenda à terra,
outra vez nascidas pela minha mão:
a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.

A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
e lavadas como seixos do rio:
a palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.

Vão à procura de quem as queira dizer,
de mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes a mão
para apanhares a palavra barco ou a palavra amor.

Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.

Álvaro Magalhães