Utilização da BE ao longo do 2º Período

Ao longo do 2º período, a comunidade escolar utilizou os diferentes acervos da Biblioteca.
Aqui ficam os gráficos.

Hora do Conto

Na passada semana, decorreu na Biblioteca a Hora do conto alusivo à PRIMAVERA.
Para as crianças do Jardim de Infância escolhemos a história de António Mota : " O nabo gigante".
Para o 1º Ciclo foi a história " Daniel e Catarina fazem um piquenique".
Após a história realizamos trabalhos para dar um cheirinho a Primavera à nossa escola.
Aqui ficam algumas fotos.





Livro do Mês de Abril

“ Repara nesta linda casa e neste belo jardim cheio de grandes árvores e flores coloridas. É aqui que moram, muito felizes, o Nuno e a Carolina, com o seu irmãozinho mais novo e os pais. ... As abelhas precisam das flores para chupar o suco com que fabricam o mel.
- Olha aquela, como trabalha depressa!
A Carolina lambe os beiços. O mel é bom. Por isso, nada de tocar nas flores!”...
 
 
Autor: Satomi Ichikawa
 
 
A Escolha desta obra foi devido à estação do ano que nos encontramos : A PRIMAVERA
 
 

Comemorações do dia da Poesia

Hoje na Biblioteca, realizou-se uma sessão de leitura apresentada por duas convidadas a Sra. Teresa Nesler e a Sra. Laura Brás, que nos presentearam com poesias, histórias e a sua boa disposição.
Tivemos a presença de duas turmas , o 3º D e o 4º B ., que escutaram poesias e uma história de António Torrado : " O macaco de rabo cortado."

Aqui fica o registo fotográfico e não só...

Limpa palavras

Recolho-as à noite, por todo o lado:
a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.

Quase todas as palavras
precisam de ser limpas e acariciadas:
a palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
é preciso raspar-lhes a sujidade dos dias
e do mau uso.
Muitas chegam doentes,
outras simplesmente gastas, estafadas,
dobradas pelo peso das coisas
que trazem às costas.

A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
 A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papéis no ar e
é preciso fechá-la na arrecadação.

No fim de tudo voltam os olhos para a luz
e vão para longe,
leves palavras voadoras
sem nada que as prenda à terra,
outra vez nascidas pela minha mão:
a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.

A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
e lavadas como seixos do rio:
a palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.

Vão à procura de quem as queira dizer,
de mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes a mão
para apanhares a palavra barco ou a palavra amor.

Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.

Álvaro Magalhães